
Rock music has evolved well past the point where simply being a good guitar-bass-drums outfit is enough. If that’s you, you’re likely either banished to a nostalgia circle or stuck with an impenetrable ceiling overhead. It’s interesting, then, that The Warning—whose entire thing seems to be that they’re a good guitar-bass-drums outfit—have enjoyed the recent rise that they have.
Perhaps it’s a case of feeling like they do a bit more than just play to the cheap seats. Compared to, say, a new Foo Fighters album where a couple of good songs is called a win, The Warning do want to say and do more, more often. Everything’s Falling meets 2024’s Keep Me Fed in that way, looking to operate outside of the curve that meat-and-potatoes rock music is graded on, and producing even results across the board. Even without some tremendous leap between albums, The Warning are still more than pulling their weight.
That said, they’re still a ways off full titan status just yet. As far as novelty or a killer hook goes, their ‘three sisters from Mexico’ backstory is still all they’ve got. Hell, the only song here to break from the most standard rock band conventions is Waste Your Time, merely through some skittering programmed percussion at the start. The next-closest thing is an alt-metal production job on Ritual that fortifies it in a contemporary-sounding way, but even that’s a reach. On the bright side, The Warning plainly avoid the salacious tongue-baths that many a straight-up rock band gives to the ‘70s, thus erasing the potential to be more than a cell-thin facsimile. At least there’s drive here.
So much so, in fact, that when Everything’s Falling’s most recognisable musical stimulus is Royal Blood, that never presents an issue. Yes, even when bearing resemblance to rock’s most limited-by-design duo, The Warning can pull some decent work out of the bag. Naturally, it’s Alejandra Villarreal Vélez leading the charge here, as taut basslines played with stern intent are the propulsive force behind Why Do You Like It When I Cry? and Bruises. Happily, there’s also some variety to this, with Bite My Tongue and Bloodsport presenting with additional litheness and even some insidiousness.
That’s really a good illustration of what The Warning do best—take the stodge of ‘proper’ rock bands, add some necessary flavouring, and actually make it digestible. There’s no sense of being locked in place or paying the hollowest lip-service to ‘expanded horizons’; The Warning do what they do because…well, because it’s what they want to do. If screams are required, they’ll be peppered in on Why Do You Like It When I Cry?. The same goes for a heavier, angrier rumble or drum pattern, as seen on Ritual and Bite My Tongue respectively. When they really begin to veer off the neatest path—see Ego, sung entirely in Spanish, or Break and its grungier acoustic rattle—it becomes apparent how much more The Warning factor in than both their contemporaries and many predecessors.
Again, it’s not at all new, but if you’re looking for intent, Everything’s Falling is practically engorged with it. With Daniela Villarreal Vélez on vocals, it’s easy to see that in its most concentrated form. In the broad strokes of her performance, there’s a lot of reach and expressiveness that’s always good. The highest highs don’t even seem like a challenge, even resembling when the female pop-rockers of the 2000s would tilt darker and more emotive on the title track and Break. Lyrically, this is an album about overcoming self-doubt and personal failures, which is a perfect fit for the type of singer that Villarreal Vélez is. It also just works for straightforward rock music that’s reliant on power and tenacity, but in typical fashion for The Warning, their capability nudges that waterline further up. It’s what uncovers the darker details present on Perfect Daughter, or the mischievous giggles on Bloodsport that avoid disturbing its confrontational stance.
In aggregate, the steps that The Warning take outside of their format’s inflexible lines only make them look better. They’re avoiding the banality of middle-of-the-road music without seeming unfriendly to those to whom that would appeal, and that’s a diplomatic balance that works better than you’d think. Everything’s Falling doesn’t feel staid or watered-down, nor is it rewriting the code for what rock music can be. It’s a good middle ground, honestly, and it does make The Warning seem as though effort matters to them. That’s much more than can be said for a lot of others.
For fans of: Royal Blood, Foo Fighters, The Pretty Reckless
‘Everything’s Falling’ by The Warning is released on 28th August on Republic Records.
Words by Luke Nuttall







Its seems odd that someone who obviously doesn’t like rock music would be chosen to review a rock album. Kind of like asking me to review a country album.
I value more a grumpy review than a fan review. That’s where you can spot whether the band is achieving some beyond the usual standard.
Existe algo muito grande, autêntico e difícil de fabricar no ecossistema do The Warning. Isso, para mim, é incontestável.
Trata-se de uma banda talentosíssima, extremamente consistente e que, mesmo depois de cinco álbuns, ainda parece ter um teto artístico que não foi alcançado. Talvez seja justamente por isso que o novo trabalho decepcione tanto.
Não porque seja um álbum ruim. Talvez esse seja até o problema: ele é competente demais para ser chamado de ruim e comum demais para aquilo que o The Warning já demonstrou ser capaz de fazer.
Antes mesmo dos 30 anos, Dany, Pau e Ale já construíram uma discografia de cinco álbuns, uma trajetória de enorme resiliência e uma reputação ao vivo conquistada sem atalhos. São três instrumentistas que cresceram diante do público, melhoraram tecnicamente de maneira evidente e desenvolveram uma identidade própria através de shows enérgicos, melódicos, pesados e, acima de tudo, muito bem executados.
A evolução como instrumentistas é inegável.
O problema é que evolução técnica não significa necessariamente evolução artística.
Em vários momentos deste novo álbum, tenho a sensação de que a banda avançou individualmente ao mesmo tempo em que sua personalidade coletiva foi parcialmente domesticada por escolhas de produção excessivamente calculadas.
Existem filtros demais, camadas demais, tratamentos demais, mixagens polidas demais e uma preocupação quase obsessiva em fazer tudo soar perfeitamente encaixado. O resultado é curioso: músicas potencialmente ótimas acabam aprisionadas dentro de uma linguagem de produção contemporânea tão reconhecível que, em determinados momentos, ouvimos primeiro o método e somente depois o artista.
E talvez aí esteja uma das maiores frustrações.
O The Warning nunca precisou soar perfeito para soar poderoso.
Pelo contrário.
Parte da força do trio sempre esteve justamente naquela sensação de três pessoas tocando música juntas. Na bateria física e agressiva de Pau, no baixo pulsante de Ale e principalmente na enorme personalidade vocal e instrumental de Dany Villarreal.
Dany não é simplesmente uma ótima cantora.
Ela possui uma identidade.
Existe ataque na maneira como interpreta, existe aspereza, existe agressividade, existe uma maneira particular de pronunciar determinadas frases e empurrar melodias que faz com que você reconheça imediatamente quem está cantando.
Isso é raríssimo.
E quando uma produção comprime, empilha, filtra, corrige e acomoda excessivamente uma voz com tanta personalidade dentro de uma estética extremamente polida, corre-se o risco de alcançar uma perfeição técnica ao custo da individualidade.
Em várias músicas deste disco, Dany acaba soando como uma artista comum, submetida aos mesmos filtros usados para esconder o que muitos não têm — e, nesse processo, perde justamente aquilo que ela tem de sobra: personalidade.
E isso é uma crítica muito maior à direção musical do álbum do que à própria cantora.
Há momentos em que parece haver uma preocupação excessiva em fazer a voz caber na música, quando historicamente uma das maiores qualidades do The Warning era justamente permitir que a personalidade da interpretação moldasse a música.
Essa diferença é enorme.
Também existe uma fórmula estrutural repetida com frequência: introduções interessantes, versos que criam expectativa, pré-refrões que constroem tensão e, invariavelmente, a chegada de grandes refrões extremamente limpos, simples, repetíveis e grudentos.
Nada contra refrões memoráveis.
A história da música popular foi construída em grande parte por eles.
Beatles, ABBA, Queen, Nirvana e incontáveis outros artistas provaram que simplicidade e profundidade jamais foram inimigas.
A questão é outra: existe diferença entre um refrão que parece surgir inevitavelmente de uma composição e um refrão que parece ter sido colocado ali porque alguém concluiu que aquela música precisava de um “hook”.
Em certos momentos deste álbum, quase conseguimos enxergar a arquitetura da música antes dela terminar.
E isso aproxima perigosamente algumas faixas daquele universo genérico de streaming em que a canção precisa funcionar rapidamente, capturar atenção imediatamente e oferecer um trecho suficientemente identificável para sobreviver a playlists, algoritmos e vídeos curtos.
O problema não está necessariamente na juventude que consome essa música.
O problema está numa indústria que passou a produzir música condicionada pela economia da atenção.
TikTok, Spotify, playlists editoriais, algoritmos e métricas não criaram pessoas sem gosto musical. Criaram, porém, incentivos econômicos muito claros para que produtores e gravadoras busquem músicas capazes de prender o ouvinte antes que seu dedo alcance o botão de “próxima”.
É nesse ambiente que algumas escolhas deste álbum parecem existir.
E isso incomoda particularmente porque o The Warning não precisava disso.
Elas chegaram até aqui justamente construindo algo próprio.
Não são três garotas tentando provar que conseguem tocar rock. Essa fase já passou há muito tempo.
Também não precisam provar que conseguem escrever músicas acessíveis.
Já provaram.
Não precisam provar que conseguem produzir refrões memoráveis.
Já provaram.
Não precisam provar que conseguem dialogar com o pop.
Também já provaram.
Talvez o próximo estágio de evolução da banda estivesse justamente em fazer o contrário: eliminar aquilo que não fosse essencial e confiar ainda mais na identidade que já possuem.
Por isso a figura de um produtor como Rick Rubin me vem à cabeça.
Não porque Rick Rubin necessariamente fosse a pessoa certa para produzir o The Warning, nem porque exista uma fórmula mágica associada ao seu nome.
A referência é conceitual.
Os melhores produtores muitas vezes não são aqueles que acrescentam mais coisas ao artista, mas aqueles capazes de perceber qual é a coisa mais verdadeira que aquele artista possui e protegê-la de todas as distrações ao redor.
Rubin fez isso de maneiras completamente diferentes com Johnny Cash, Slayer, Red Hot Chili Peppers, System of a Down e tantos outros.
Não existe exatamente um “som Rick Rubin”.
Existe, quando seu trabalho funciona, uma obsessão pelo núcleo do artista.
A pergunta deixa de ser “como podemos fazer esta banda soar contemporânea?” e passa a ser “o que somente esta banda consegue fazer?”.
É exatamente essa pergunta que sinto falta em partes deste novo álbum.
Porque talvez o maior risco para uma banda tão jovem e tecnicamente impressionante não seja deixar de evoluir.
Talvez seja evoluir tanto tecnicamente que alguém resolva retirar da gravação justamente aquilo que fazia a música parecer perigosa.
Rock precisa, algumas vezes, de coisas quase dando errado.
Um prato entrando forte demais.
Uma guitarra com textura desagradável.
Um baixo ocupando espaço demais.
Uma respiração que ficou na gravação.
Uma nota vocal ligeiramente áspera.
Uma dinâmica que não foi comprimida até parecer matematicamente perfeita.
Uma banda não precisa parecer uma máquina para soar grande.
Às vezes é justamente o contrário.
E isso nos leva a uma das grandes esperanças em relação a este álbum: o palco.
O The Warning possui uma característica rara e extremamente valiosa: suas músicas frequentemente crescem ao vivo.
Há canções de discos anteriores que ganham outra dimensão quando desaparecem algumas camadas de estúdio e restam apenas guitarra, baixo, bateria, amplificadores e três pessoas tocando juntas.
Nesse contexto reaparece algo que produção nenhuma consegue fabricar completamente: presença.
Por isso não seria surpresa alguma se algumas músicas que hoje me parecem apenas medianas dentro do álbum se transformassem completamente nos shows.
Talvez seja exatamente ali que elas recuperem o peso, a agressividade e a personalidade que algumas mixagens acabaram suavizando.
E é importante dizer isso porque este álbum não apaga absolutamente nada da trajetória do The Warning.
Cinco discos antes dos 30 anos.
Anos de estrada.
Centenas de apresentações.
Uma evolução técnica enorme.
Uma identidade reconhecível.
Uma base de fãs construída organicamente.
Tudo isso continua existindo.
É exatamente por reconhecer o tamanho dessa banda que minha avaliação deste disco acaba sendo mais dura.
Seria muito fácil chamar um álbum ruim de ruim.
Mais frustrante é ouvir um álbum bom feito por uma banda que sabemos ser capaz de algo extraordinário.
Para mim, este é um álbum médio.
Bem tocado.
Bem produzido.
Competente.
Com boas ideias.
Composições promissoras.
Momentos excelentes.
Mas excessivamente preocupado em caber dentro de uma linguagem contemporânea que frequentemente diminui aquilo que deveria estar sendo ampliado.
É um estranho caso de potencial domesticado.
Talvez este seja apenas um desvio momentâneo de trajetória.
Talvez seja uma tentativa necessária.
Talvez daqui a alguns anos esse disco seja visto como aquele momento em que o The Warning foi longe demais em determinada direção, descobriu o que ganhou, percebeu o que perdeu e utilizou essa experiência para construir algo melhor.
Grandes bandas também precisam desses discos.
O que espero é que, quando chegar o próximo, elas percebam que talvez não precisem adicionar tanto.
Talvez precisem retirar.
Menos filtros.
Menos preocupação com o algoritmo.
Menos medo da imperfeição.
Menos necessidade de fazer cada refrão disputar alguns segundos da atenção de alguém numa rede social.
E mais confiança naquilo que três garotas mexicanas construíram durante tantos anos quase sem perceber o quanto aquilo já era especial.
O mais difícil elas já fizeram.
Encontraram uma identidade.
Agora o desafio talvez seja simplesmente não permitir que ninguém a refine tanto a ponto de fazê-la desaparecer.
Perfectly stated… and I couldn’t agree more with everything you wrote.